Aprendizagem e percepção de habilidades

Fome e doenças na África

17/11/2008 14:41

 

Doenças Da África

Doença do sono


 A Mosca tsé-tsé transmite a Doença do Sono
 
A doença do sono ou tripanossomíase africana é uma doença freqüentemente fatal causada pelo parasita unicelular Trypanosoma brucei. Há duas formas: uma na África Ocidental, incluindo Angola e Guiné-Bissau, causada pela subespécie T. brucei gambiense, que assume forma crônica, e outra na África Oriental, incluindo Moçambique, causada pelo T. brucei rhodesiense, forma aguda. Ambos os parasitas são transmitidos pela picada da mosca tsé-tsé (moscas do género Glossina).
Os sintomas iniciais e recorrentes são a febre, tremores, dores musculares e articulares, linfadenopatia (gânglios linfáticos aumentados), mal estar, perda de peso, anemia e trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue). Na infecção por T. rodesiense pode haver danos cardíacos com insuficiência desse órgão. Há freqüentemente hiper atividade na fase aguda.Mais tarde surgem sintomas neurológicos e meningoencefalite com retardação mental. Na infecção por T. gambiense a invasão do cérebro é geralmente após seis meses de progressão, enquanto o T. rodesiense pode invadi-lo após algumas semanas apenas. Sintomas típicos deste processo são as convulsões epilépticas, sonolência e apatia progredindo para o coma. A morte segue-se entre seis meses a seis anos após a infecção para o T. gambiense, e quase sempre antes de seis meses para o T. rodesiense. As Glossinas, ao contrário de quase todos os outros insetos que picam humanos são mais ativas de dia, logo dormir em redes apesar de aconselhado, não protege tanto como protege contra malária, cujo mosquito é noturno. É necessário usar roupas que cobrem a maioria da pele e spray repelentes de insetos. O uso de aparelhos coloridos elétricos que atraem e matam as moscas é útil.
 A doença do sono ameaça mais de 60 milhões de pessoas em 36 países da África subsaariana. Menos de quatro milhões destas pessoas têm acesso a um centro de saúde.
Na República de Camarões, nos anos 20, um médico chamado Jamot implementou uma estratégia de controle eficaz, enviando equipes móveis às aldeias para diagnosticar e tratar o máximo de pacientes possível. O programa do Doutor Jamot obteve sucesso no bloqueio da transmissão da doença do sono, esvaziando a reserva humana de tripanossomos. Mas, recentemente, as guerras civis desestruturaram sistemas de saúde e forçaram pessoas a migrar, permitindo que tais reservas fossem reconstruídas.
 
Malária
 
   Fêmea de Anopheles alimentando-se de sangue humano
 
A malária é transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. A transmissão geralmente ocorre em regiões rurais e semi-rurais, mas pode ocorrer em áreas urbanas, principalmente em periferias. Só os mosquitos fêmeas picam o homem e alimentam-se de sangue. Os machos vivem de seivas de plantas. As larvas se desenvolvem em águas paradas, e a prevalência máxima ocorre durante as estações com chuva abundante. Caracteriza-se inicialmente por sintomas inespecíficos, como dores de cabeça, fadiga, febre e náuseas. Mais tarde, caracterizam-se por acessos periódicos de calafrios e febre intensos que coincidem com a destruição maciça de hemácias e com a descarga de substâncias imunogénicas tóxicas na corrente sangüínea ao fim de cada ciclo reprodutivo do parasita. Estas crises paroxísticas, mais freqüentes ao cair da tarde, iniciam-se com subida da temperatura até 39-40°C. São seguidas de palidez da pele e tremores violentos durante cerca de 15 minutos a uma hora. Depois cessam os tremores e seguem-se duas a seis horas de febre a 41°C, terminando em vermelhidão da pele e suores abundantes. O doente sente-se perfeitamente bem depois e até à crise seguinte, dois a três dias depois. A malária resulta em debilitação crônica, mas mais raramente em morte.
 
 A cada ano, 500 milhões de pessoas são infectadas, a maioria delas na África subsaariana (Estima-se que 90% dos casos mundiais e 90% de toda a mortalidade por malária ocorram na África subsaariana.). Dois milhões de pessoas morrem dessa doença. As vítimas são principalmente crianças de áreas rurais. A malária é a primeira causa de morte de crianças menores de 5 anos na África, e mata uma criança a cada 30 segundos no mundo.
 

 

 

 

AIDS

 

5.000 mil novos casos de Aids surgem no continente a cada dia,

 

  
 
Desde que os primeiros casos da síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) foram detectados, em 1981, a África é o continente que mais sofre com a doença, especialmente a região subsaariana, Em 2005a África possuía 25 milhões de soropositivos entre as principais causas da AIDS são os hábitos culturais, a falta de informação, o desemprego, a pobreza e a falta de assistência médica. Embora os dados sobre a incidência do vírus estejam sofrendo uma "desaceleração", segundo relatório, as proporções epidêmicas ainda são graves na África subsaariana. As taxas de infecção per capita de alguns países da região continuam subindo. Com pouco mais de 10% da população mundial, a África subsaariana abriga cerca de 24,5 milhões de infectados, quase dois terços dos portadores de HIV em todo o mundo. Cerca de três quartos das 25 milhões de pessoas que morreram em decorrência do HIV desde o início da epidemia, nos anos 80, eram do continente africano.
O relatório revela que a África subsaariana concentra dois milhões dos 2,8 milhões de mortes em decorrência do HIV ou de doenças relacionadas ao vírus. Também foram registrados no mesmo período de 2,3 a 3,1 milhões de novos casos.
A ONU alerta para a vulnerabilidade das mulheres africanas diante da doença. A maioria delas contrai o vírus em idade inferior à dos homens.
A média de infecções com o HIV no continente é de 36 mulheres para cada dez homens. Em 2005, das mais de 17 milhões de portadoras no mundo, mais de três quartos viviam na África subsaariana.
O relatório demonstra que houve queda nos casos de HIV no Quênia e Zimbábue. No entanto, na África do Sul, que enfrenta uma das maiores epidemias do vírus do mundo, com 5,5 milhões de pessoas infectadas no final de 2005, não houve indícios de diminuição. Em outras regiões da África meridional, embora a epidemia pareça se estabilizar, os níveis continuam altos, segundo a Unaids.
Em Botsuana, Namíbia e Suazilândia, as taxas de infecção em adultos são superiores a 20% e as previsões são de que a AIDS cause a morte de um terço dos jovens.
A epidemia afeta o desenvolvimento econômico e demográfico da região. Estima-se que em 2012 o Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul, por exemplo, seja 17% inferior caso o país não enfrente a epidemia. Também está prevista uma queda na expectativa de vida para 45 anos na África meridional entre 2005 e 2010.
Além disso, e apesar de a África ser o "epicentro mundial da epidemia", segundo a ONU. Apenas 810 mil pessoas recebem tratamento anti-retroviral na região subsaariana. Cerca de cinco milhões de portadores precisam de atendimento.
Na luta contra a aids em 2005 foram investidos US$ 8,3 bilhões e o cálculo é de que em 2006 serão destinados US$ 8,9 bilhões para combater a doença. No entanto, a ajuda está longe dos US$ 14,9 bilhões que a Unaids considera necessários. Do total, 55% teriam que ser destinados apenas para a África, segundo o mesmo relatório.
Símbolo da luta contra a AIDS, 1º de dezembro.

 Dentre outras doenças como a gripe, a tuberculose e a pneumonia e etc

Abaixo uma noticia sobre o surgimento de novas doenças na africa

Novas doenças ameaçam África
As regiões Central e Ocidental da África estão ameaçadas pelo surgimento de novas doenças, adverte um estudo publicado pela Real Sociedade britânica.
As desflorestações nas duas regiões estão a reduzir o habitat dos animais selvagens e a aumentar a probabilidade de contacto entre os micróbios que transportam e a população humana, que cresce rapidamente. O maior risco é que estes micróbios passem de primatas como chimpanzés e gorilas para os humanos, que têm um biologia semelhante, mas respostas imunitárias diferentes aos mesmos agentes infecciosos, destacam os autores do estudo. O vírus da SIDA (HIV), que já matou 25 milhões de pessoas em todo o mundo, tem a sua origem, quase certamente, num vírus do chimpanzé. Os investigadores destacam que os vírus são inclinados a superar as barreiras das espécies e a adaptar-se a novos hóspedes quando há proximidade geográfica. “Os pontos quentes de futuras doenças poderão surgir onde os humanos estão em estreita proximidade com primatas selvagens, como é cada vez mais frequente nas selvas da África Central e Ocidental, devido ao rápido aumento da população humana e da falta de recursos”, destaca Amy Pedersen.

 

 

 

Fome na África

 

Em 2005 mais de oito milhões de pesoas estavam em risco de sofrer de fome no sul da africa especialmente no Zimbámbue.

O encontro colonial viu a África sofrer numerosos e gigantescos casos de fome. Possivelmente o pior episódio tenha ocorrido em 1888 em nos anos subsequentes, com pestes infectando o gado na Eritréia, que se espalhou até a África do Sul. Na Etiópia é estimado que até 90% de todo gado nacional tenha morrido, transformando ricos fazendeiros em pobres da noite para o dia. Isso coincidiu com uma seca causada por uma oscilação do El Niño, epidemias de varíola, e em vários países, guerra intensa. No Sudão no ano de 1888 é lembrado uma das piores fomes da história, pesando também as dificuldades impostar pelo estado Mahdista. A tentativas coloniais de "pacificação" só acabaram piorando a situação, como por exemplo a repressão da revolta Maji Maji de 1906. A introdução de plantações não alimentícias como algodão, e as medidas para forçar os fazendeiros a plantarem isto, também causou muita miséria, como no norte da Nigéria, contribuindo para uma fome em massa após uma severa seca em 1913.                    
 Porém, pela metade do século XX, África não era considerada com perigo de fome em massa, exceto por pequenos episódios localizados, como em
Ruanda durante a Segunda Guerra Mundial. O espectro da fome voltou no inicio da década de 1970, quanto a Etiópia e o oeste africano sofreram uma enorme seca. A fome etíope é largamente associada também a crise do feudalismo neste país, que ajudaram na queda do imperador Haile Selassie.
então, as fomes na África tem se tornado cada vez mais frequentes, maiores e mais severas. Muitos países Africanos não são auto-suficientes na produção de alimentos, precisando de outras plantações não-alimentícias para conseguir dinheiro. Agricultura na África é vulnerável a flutuação climática, especialmente secas, que podem reduzir o volume de alimentos produzidos. Outros problemas também incluem infertilidade do solo, degradação e erosão, além de desertificação. A mais séria das fomes em massa africanas foram causadas por uma combinação de seca, mal planejamento econômico e conflitos. A
fome etíope de 1983-1985, por exemplo, tem estes três fatores, piorados por uma censura do governo comunista etíope em meio a uma crise. No Sudão, em torno da mesma data, seca e crise econômica combinados com a negação que existe falta de comida no país pelo então presidente Gaafar Nimeiry, criaram uma crise que matou aproximadamente 250 mil pessoas, e ajudou para a queda de Nimeiry.
Numerosos fatores pioram a seguridade alimentícia na África, incluindo instabilidade política, conflitos armados e
guerra civil. corrupção política e péssimo gerenciamento dos suprimentos alimentícios, além de políticas de comércio que danificam a agricultura Africana. Um exemplo é a fome em massa criada por abusos nos direitos humanos em Darfur no Sudão. AIDS também tem colaborado para danificar a agricultura, reduzindo a força de trabalho.
imagens
  
      

 

 

Pesquisar no site

Você é linnndo e capazzz! © 2008 All rights reserved.

Loja virtual grátis Webnode